Os tijolos de micélio crescem em moldes e capturam carbono

Publicado em 31 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Fotografía en primer plano de varios ladrillos rectangulares de color beige y textura porosa, fabricados con micelio y residuos agrícolas, mostrados sobre una superficie de madera. Algunos bloques están apilados, destacando su ligereza y acabado natural.

Os tijolos de micélio crescem em moldes e capturam carbono

A indústria da construção busca alternativas sustentáveis e agora cultiva materiais em vez de fabricá-los com processos intensivos em energia. A chave reside no micélio, a rede de raízes dos fungos, que atua como um adesivo natural potente. 🍄

Como se fabricam esses biocompostos?

O processo começa ao combinar o micélio com resíduos agrícolas como palha, serragem ou cascas. Essa mistura é colocada em moldes com a forma desejada, onde o organismo cresce e se propaga durante vários dias, unindo todas as partículas em uma massa sólida e coesa. Depois, aplica-se calor para deter o crescimento e obter o produto final, um método que evita completamente o uso de fornos tradicionais.

Vantagens chave do material:
  • Propriedades ignífugas: Ao se expor ao fogo, a superfície se carboniza e cria uma barreira que freia a combustão interna.
  • Isolamento eficaz: Sua baixa densidade lhe confere uma grande capacidade para isolar tanto termicamente quanto acusticamente.
  • Ciclo de vida circular: Ao final de seu uso, os painéis e tijolos podem ser compostados, eliminando a geração de resíduos na obra.
Um material que literalmente lança raízes na obra, embora ninguém queira que lhe saiam cogumelos na sala.

Impacto ambiental e aplicações práticas

Esse método de produção não só consome pouca energia, como também sequestra carbono. Enquanto o micélio cresce, fixa dióxido de carbono atmosférico em sua biomassa, alcançando um balanço negativo de emissões. Além disso, usa matérias-primas locais, muitas vezes subprodutos de outras indústrias, o que reduz muito a pegada de transporte.

Limitações e futuro do material:
  • Resistência mecânica: Atualmente, sua força limita seu uso a elementos não estruturais, como tabiques, painéis de isolamento ou mobiliário.
  • Pesquisa em curso: Os cientistas trabalham para otimizar sua durabilidade e resistência, com o objetivo de ampliar seu uso em arquitetura.
  • Economia circular: Representa um modelo onde os recursos são usados, transformados e reintegrados ao meio sem gerar resíduos.

Um passo rumo à construção regenerativa

Os biocompostos de micélio encarnam uma mudança de paradigma: passar de extrair e consumir a cultivar e regenerar. Embora hoje sirvam para aplicações específicas, seu desenvolvimento promete abrir portas a uma construção que dialogue com o entorno, capture carbono e feche seus ciclos de material de forma natural. 🌱