
Um acidente em instalações militares desencadeou a criação de um mundo pós-apocalíptico onde uma névoa mutagênica transforma tudo o que toca. A produção requereu a construção de duas torres de vigilância em um cânion, representando a divisão geopolítica da Guerra Fria.
Criando um ecossistema mutante
A equipe da Framestore desenvolveu mais de 500 planos visuais que incluíam:
- Um desfiladeiro contaminado com atmosferas tóxicas
- Criaturas híbridas entre vegetação e fauna
- Efeitos de névoa multinível
"O maior desafio foi equilibrar o orgânico com o sobrenatural, criando criaturas críveis mas alheias ao nosso mundo"

Anatomia dos hollow men
Essas criaturas combinam:
- Estruturas vegetais como ramos e cascas
- Traços humanos reconhecíveis em rostos e posturas
- Movimentos que seguem princípios físicos reais
Para lograr isso, misturou-se captura de movimento com animação manual, preservando expressões faciais de atores enquanto se transformavam seus corpos digitalmente.
Técnicas inovadoras para ambientes tóxicos
A névoa mutagênica foi composta de múltiplas camadas que interagiam com a iluminação. Cada zona do cânion apresentava características distintas:
- Área amarela: Vegetação murcha e estruturas ósseas
- Zona púrpura: Mutações mais avançadas com formas humanoides

Sequências de ação chave
Destacam-se dois momentos tecnicamente complexos:
- A ascensão vertical de um veículo pela parede do cânion
- A sequência de explosões finais que destroem o ecossistema
Ambas requereram simulações físicas detalhadas e efeitos de iluminação interativa.