Sony executou uma mudança estratégica profunda nos últimos anos. A empresa japonesa reduziu seu peso no negócio de eletrônica de consumo, que foi sua marca registrada, para pivotar em direção à indústria do entretenimento. Seu crescimento futuro agora se apoia em dois pilares claros: os videogames, com PlayStation, e a música, com sua divisão de publicações e licenças.
A tecnologia como suporte, não como fim 🛠?/h2>
Essa virada implica que o desenvolvimento tecnológico na Sony já não se orienta principalmente para criar hardware de consumo final para o grande público, como televisores ou reprodutores. Em vez disso, a tecnologia é concebida como um meio para potencializar suas plataformas de conteúdo. Os avanços em chips, como o do PS5, ou em armazenamento, servem para criar ecossistemas fechados que fidelizem os usuários em seus serviços de jogos, música e filmes.
Dos Walkman aos 'Walk-away': quando o conteúdo é o rei 👑
É curioso ver como a empresa que nos vendia o aparelho para ouvir música agora prefere vender a música em si. O ciclo se fecha: antes você precisava de um dispositivo da Sony para desfrutar de seu conteúdo. Agora, o conteúdo da Sony chega a você em qualquer dispositivo, mesmo que não seja de sua marca. Uma estratégia que, visto o declínio de muitos de seus produtos físicos, parece dizer: se não pode vencer sua concorrência, torne-se seu principal fornecedor.