A computação quântica avança, mas nem sempre com ideias novas. A empresa SEEQC está recuperando tecnologia de circuitos supercondutores de nióbio, uma linha de pesquisa que a IBM abandonou nos anos 80. Sua abordagem se baseia em um controle extremo na fabricação, um processo que requer precisão em escala nanométrica. Para os artistas 3D, esse cuidado meticuloso pode evocar o detalhe necessário no modelado de alta poli ou na criação de texturas sem perda de qualidade.
Fabricação criogênica: litografia e deposição de camadas atômicas ❄️
Nas salas brancas da SEEQC, são empregadas técnicas de deposição de camadas atômicas e litografia avançada para estruturar o nióbio sobre wafers de silício. Esses circuitos devem funcionar em temperaturas criogênicas, próximas do zero absoluto, onde a resistência elétrica desaparece. Esse princípio de zero dissipação de energia é o que permite aos qubits manterem seu estado quântico. É um paralelo técnico com a busca por algoritmos de renderização que não desperdicem ciclos de CPU ou GPU.
Seu próximo render farm funcionará a -273°C? 🥶
Imaginemos por um momento que, para reduzir os tempos de render, em vez de atualizar a placa de vídeo, tivéssemos que imergir o PC em um banho de hélio líquido. O overclocking não seria mais questão de voltagem, mas de não congelar os dedos ao tocar a torre. Enquanto isso, no Foro3D, debateríamos se o ruído térmico da sala afeta a fidelidade do ray tracing, e os tutoriais de refrigeração extrema ganhariam um sentido literal.