Se Ibn Jaldún vivesse hoje, usaria big data para analisar a sociedade

Publicado em 03 de February de 2026 | Traduzido do espanhol
Ilustración conceptual que muestra un busto estilizado de Ibn Jaldún superpuesto sobre un fondo de flujos de datos y gráficos de redes sociales, simbolizando la fusión entre su pensamiento histórico y el análisis moderno de big data.

Se Ibn Jaldún vivesse hoje, usaria big data para analisar a sociedade

Imagine o historiador e sociólogo Ibn Jaldún no século XXI. Sem dúvida, adaptaria sua teoria da asabiyyah —a solidariedade grupal que sustenta os estados— para empregar as ferramentas digitais atuais. Seu método consistiria em processar imensas quantidades de informação para decifrar como se transformam as comunidades humanas. 🧠

A asabiyyah na era dos dados massivos

Seu enfoque principal seria rastrear padrões na economia, as mudanças demográficas e as dinâmicas de comunicação digital. O objetivo seria medir com precisão o nível de união no interior das nações e prever seu futuro. Para isso, integraria disciplinas como a história, a sociologia e a ciência de dados em um único quadro analítico.

Os pilares de sua análise moderna:
  • Examinar tendências em redes sociais para avaliar o discurso público e a polarização.
  • Analisar dados econômicos em tempo real para entender o impacto na estabilidade social.
  • Estudar os fluxos migratórios globais e seu efeito na identidade e na coesão local.
A força de um estado reside na força de seus laços sociais. Hoje, esses laços deixam um rastro digital que podemos interpretar.

Desenvolver um modelo preditivo: Asabiyyah 2.0

Ibn Jaldún provavelmente fundaria um instituto de pesquisa para desenvolver o que poderíamos chamar de Asabiyyah 2.0. Este seria um sistema preditivo que combinaria inteligência artificial com conhecimento histórico profundo. Sua função chave seria identificar pontos de fratura e tensão social muito antes de que escalem a crises abertas, atuando como um sistema de alerta precoce. ⚠️

Características do modelo Asabiyyah 2.0:
  • Usar algoritmos de aprendizado automático para detectar sinais de enfraquecimento da coesão.
  • Criar simulações sobre como certas políticas poderiam afetar a solidariedade grupal.
  • Gerar relatórios que alertem sobre riscos de conflito interno ou colapso institucional.

Da predição à ação: intervenções baseadas em evidências

O fim último desse pensador não seria só prever problemas, mas propor soluções concretas. Seu modelo sugeriria intervenções específicas, fundamentadas em dados, para restaurar e fortalecer a asabiyyah. Assim, uniria seu pensamento histórico com a política aplicada do presente. 🛠️

Entre as medidas que poderia recomendar estariam impulsionar grandes projetos de infraestrutura pública que gerem um propósito comum, ou reformar os sistemas fiscais para que sejam percebidos como mais justos e fortaleçam a confiança nas instituições. O desafio contemporâneo incluiria também lidar com fenômenos como os trolls e as campanhas de desinformação online, que minam ativamente a asabiyyah digital, um novo frente de batalha para a coesão de qualquer grupo.