Pesquisadores confirmaram o redescobrimento do peixe rosa com mãos (Brachiopsilus dianthus) nas costas da Tasmânia. Esta espécie, vista pela última vez há mais de duas décadas, possui nadadeiras peitorais modificadas que lhe permitem caminhar pelo substrato marinho. Seu movimento é distinto da natação convencional, uma adaptação para se deslocar no fundo oceânico onde habita.
Biomimética: quando a engenharia se inspira na locomoção submarina 🤖
A locomoção deste peixe apresenta um caso de estudo para a robótica submarina. Os veículos operados remotamente (ROV) tradicionais usam hélices, que podem levantar sedimentos e reduzir a visibilidade. Um design inspirado nesta caminhada subaquática poderia oferecer uma mobilidade estável em fundos complexos com menor perturbação do ambiente. Analisar a mecânica de suas nadadeiras fornece dados para criar robôs de exploração com um deslocamento mais eficiente e discreto.
O peixe que renunciou a nadar para ir a pé pelo trabalho 👣
Enquanto outros peixes deslizam com elegância na coluna d'água, este decidiu que caminhar era uma opção. Imagine seu dia: sem pressa para chegar a lugar nenhum, passeando pelo fundo marinho como se estivesse vendo vitrines. Talvez pense que nadar é comum demais, e prefira o método terrestre, embora leve mais tempo. Um claro caso de especialização extrema, como aquele que domina um software obsoleto mas ninguém mais sabe usar.