Primeiro malware Android que usa Google Gemini para infectar 🤖

Publicado em 20 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

A empresa de segurança ESET identificou o PromptSpy, um código malicioso para Android que marca um precedente. Trata-se do primeiro vírus que utiliza a API do chatbot de inteligência artificial Google Gemini para operar em dispositivos comprometidos. O objetivo principal desta campanha parece estar na Argentina, e a análise do código sugere que seus desenvolvedores podem estar na China.

Imagen de un teléfono Android con el logo de Google Gemini en pantalla, rodeado por un código malicioso que se extiende como una red oscura. En el fondo, un mapa destaca Argentina.

Mecanismo de infecção e persistência por meio de IA 🕵️

O PromptSpy é distribuído como um aplicativo falso do Telegram. Uma vez instalado, solicita permissões de acessibilidade. Sua função principal é abrir silenciosamente o navegador web, conectar-se à interface web pública do Google Gemini e usar prompts predefinidos para gerar respostas. Essas respostas, que são instruções em código Python, são executadas em seguida no dispositivo por meio de um interpretador incorporado, permitindo que o malware roube dados e mantenha o controle sem necessidade de atualizar seu próprio código.

Quando seu assistente de IA trabalha para o inimigo 😈

A situação tem seu ponto cômico: agora seu smartphone pode ser hackeado por instruções que saem diretamente do chatbot do Google. É como se o malware tivesse decidido terceirizar seu trabalho mais técnico. Em vez de carregar todo o código malicioso nas costas, prefere pedir ao Gemini que o escreva sob demanda. Um claro caso de que a automação chega também ao lado sombrio, onde até os vírus querem ser mais eficientes e pedir ajuda para fazer seu trabalho sujo.