Pesticidas de fazendas de banana voltam ao foco após decisão sobre esterilidade 🍌

Publicado em 18 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

Um tribunal de Paris rejeitou a demanda de trabalhadores nicaraguenses que sofreram esterilidade e outras doenças após usar o nematicida Nemagón. O produto, com DBCP, foi proibido nos EUA em 1977, mas foi exportado e usado em plantações da América Latina. As vítimas buscam há décadas uma compensação que as empresas não pagaram.

Um trabalhador bananero, com roupa gasta, olha com desolação uma plantação enquanto segura um frasco de pesticida.

A dupla vara na regulação de agroquímicos ⚖️

O caso evidencia uma prática persistente: a exportação de pesticidas proibidos em seus países de origem. A UE, por exemplo, permite a fabricação e venda externa de substâncias que não autoriza em seu território por sua toxicidade. Isso transfere o risco ambiental e sanitário para regiões com marcos regulatórios mais frouxos, perpetuando um ciclo de exposição a químicos ligados a problemas de saúde graves.

Europa: proibido em casa, negócio no exterior 🌍

A Comissão Europeia prometeu em 2020 parar de exportar pesticidas perigosos que ela mesma proíbe. No entanto, os envios continuam. Parece que o princípio de liderar com o exemplo se aplica de forma seletiva: o exemplo é proibir o veneno para os próprios cidadãos, mas mantê-lo como um produto de exportação rentável para os demais. Uma política de longe dos olhos, longe da lei.