O estigma do slut shaming persiste na sociedade atual

Publicado em 08 de February de 2026 | Traduzido do espanhol
Ilustración conceptual que muestra a una mujer de espaldas, con etiquetas y palabras peyorativas como

O estigma do slut shaming persiste na sociedade atual

Uma reportagem do Le Monde examina a vigência do slut shaming, uma prática que humilha e condena as mulheres por expressarem sua sexualidade. O texto se centra no livro Slut Shaming. Faire payer les femmes de Ovidie, que investiga um período específico na França. 🧐

A paradoxo da era porno chic

Ovidie repassa os anos entre 1999 e 2004, conhecidos como a época porno chic. Naqueles anos, várias figuras públicas foram enaltecidas por se mostrarem sexualmente liberadas. No entanto, o mesmo sistema que as celebrou depois as marginalizou, criticou sem piedade ou danificou sua vida pessoal. Isso revela uma contradição profunda em como a sociedade percebe a liberdade sexual feminina.

Consequências dessa dupla vara de medir:
  • Figuras midiáticas usadas como símbolos e depois descartadas quando deixaram de ser convenientes.
  • Um clima onde se elogia a libertação em público, mas se pune em privado.
  • Danos psicológicos e profissionais profundos para as mulheres envolvidas.
O manual de instruções para ser uma mulher "correta" ainda tem páginas em branco que outros se apressam em preencher com preconceitos.

O sex positive e sua promessa não cumprida

A autora argumenta que o movimento sex positive, que pretendia emancipar, terminou por instrumentalizar essas mulheres sem conseguir erradicar a dupla moral. O artigo se pergunta se as atitudes em relação à sexualidade das mulheres evoluíram de verdade. Aponta que ainda se as julga com dureza quando sua intimidade se torna pública sem sua permissão. 😔

Pontos chave da análise:
  • O movimento que prometia liberdade muitas vezes replicou dinâmicas de exploração.
  • A exposição não consentida da vida privada continua sendo uma arma de descrédito.
  • Persiste um julgamento social desproporcional dirigido especificamente às mulheres.

Rumo a um debate necessário sobre agência e consentimento

A análise conclui com um chamado a debater de forma mais ética e inclusiva sobre a agência sexual, o consentimento e os mecanismos de estigmatização. Enfatiza que é urgente refletir sobre como se controla e pune as mulheres por expressarem sua sexualidade, mesmo em contextos que aparentam ser progressistas. Ovidie convida a pensar além das etiquetas simplistas e a construir um marco de respeito genuíno. 💬