Helion Energy comunicou um passo técnico em seu caminho rumo à fusão nuclear. No início de 2026, após receber autorização para manusear trítio, seu protótipo Polaris de sétima geração alcançou uma fusão mensurável com combustível deutério-trítio (D-T) e gerou um plasma a 150 milhões de graus Celsius. É a primeira vez que uma empresa privada relata esse marco concreto.
A abordagem técnica do reator Polaris ⚙️
O dispositivo Polaris da Helion emprega um design de campo invertido (FRC) aquecido por pulsos magnéticos. A conquista atual confirma que seu sistema pode criar e confinar um plasma suficientemente denso e quente para que os núcleos de deutério e trítio superem a repulsão e se fundam. A temperatura de 13 keV (150 milhões °C) é um dado relevante, pois se situa na faixa necessária para que a reação seja sustentável.
E o trítio veio de brinde com os pontos do supermercado 😏
O mais complicado não foi alcançar a temperatura do núcleo solar, mas conseguir a permissão para brincar com o trítio. Depois disso, acender a fusão deve ter sido o de menos. Agora só resta o simples: repeti-lo de forma contínua, que saia mais energia do que entra e construir uma usina que não pareça o cenário de um filme de ficção científica. Um detalhe menor.