O conflito na Ucrânia atuou como um catalisador para os orçamentos de defesa na Europa. Países como Alemanha, Polônia e os nórdicos anunciaram aumentos drásticos em seu gasto militar, superando em muitos casos 2% do PIB. Essa mudança, justificada como uma necessidade de segurança coletiva, permite reforçar exércitos e adquirir sistemas de armas que em um contexto anterior teriam gerado um debate social mais intenso.
Aquisição em massa de sistemas de defesa avançados 🚀
Os novos fundos são destinados a programas de alta tecnologia. Observa-se um interesse claro em sistemas de defesa aérea como o Patriot ou o IRIS-T SLM, drones de ataque e vigilância, e caças de última geração como o F-35. Além disso, prioriza-se a modernização da cibernética e da guerra eletrônica. Esse processo acelera a obsolescência de equipamentos herdados da Guerra Fria e redefine as capacidades de dissuasão da OTAN no flanco oriental.
A paz era tão chata que voltamos aos tanques 🤔
É curioso como um continente que tinha o soft power como bandeira agora discute seriamente a densidade de mísseis por quilômetro quadrado. Os mesmos parlamentos que paralisavam a compra de um avião por seu custo, agora aprovam pacotes de bilhões em minutos. Talvez o verdadeiro projeto europeu fosse, afinal, ter um exército comum, mas precisamos de uma desculpa bélica para admiti-lo sem corar.