
Descubra os irmãos Ibarretxe, cineastas amaldiçoados do cinema basco
Existe um canto esquecido na história do cinema espanhol que merece atenção. 🎬 A plataforma FlixOlé decidiu tirar do esquecimento o trabalho dos irmãos Ibarretxe, um trio de criadores bascos que, durante a década de 90, optaram por fazer filmes à margem de qualquer circuito comercial. Sua obra representa a essência mais pura do cinema underground.
Um espírito punk atrás da câmera
Seu método de trabalho definiu uma era. Criar sem orçamento, empregar amigos como elenco e gravar em locações improvisadas era sua norma. Essa abordagem do-it-yourself aplicada à celuloide gerou um cinema com uma atitude punk irrepetível. FlixOlé agora abriga três de seus longas-metragens mais significativos, que vão desde o thriller 'Sólo se muere dos veces' até a ácida sátira 'Un mundo casi perfecto'.
Filmes recuperados na coleção:- 'Sólo se muere dos veces': Um thriller de baixo custo que brinca com os gêneros.
- 'Un mundo casi perfecto': Uma sátira que critica a sociedade de sua época.
- Outro de seus longas-metragens característicos, realizado com os mesmos princípios artesanais.
O cinema dos Ibarretxe é como encontrar uma banda de garagem que só gravava para si mesma, mas em formato de filme.
O legado familiar ganha vida
Um dos aspectos mais valiosos desse resgate é o documentário 'Esto no es Hollywood', dirigido por Jone Ibarretxe, filha de um dos irmãos. Esse trabalho não só arquiva, mas honra com carinho o caminho percorrido pela geração anterior. É um ato de memória e afeto que fecha um círculo vital e artístico.
Características do documentário:- Dirigido por Jone Ibarretxe, da nova geração familiar.
- Atua como um homenagem íntimo e pessoal.
- Transforma o arquivo fílmico em memória viva e emotiva.
Um tesouro fora do mapa principal
FlixOlé integrou essa coleção em uma seção dedicada a criadores "amaldiçoados", esses artistas incompreendidos que buscam uma segunda chance perante o público. 🏴☠️ Esse resgate nos lembra que as joias cinematográficas nem sempre brilham nas grandes salas; às vezes, passam décadas aguardando, escondidas em um beco, até que alguém aperte play. Talvez o próximo cineasta de culto que admiraremos já esteja aí, esperando ser descoberto.