Cientistas extraem testemunho de duzentos e vinte e oito metros sob o gelo antártico para estudar o passado 🔍

Publicado em 17 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

Uma equipe internacional, com participação da ETH Zurich, recuperou um núcleo de sedimentos de 228 metros sob a camada de gelo da Antártida Ocidental. Este arquivo geológico, sem precedentes por sua longitude, guarda um registro de milhões de anos que mostra como a massa de gelo avançou e retrocedeu em períodos quentes passados. Seu estudo direto é chave para entender a resposta do gelo ao aquecimento.

Científicos en la Antártida extraen un largo cilindro de sedimento de un pozo profundo en el hielo, bajo un cielo azul intenso.

Tecnologia de perfuração no limite do gelo para capturar o registro sedimentar 🛠️

A extração foi realizada na borda da plataforma de gelo, onde o gelo encontra o leito rochoso. Foi empregado um sistema de perfuração por água quente para alcançar o fundo marinho sob centenas de metros de gelo. A técnica permitiu obter colunas de sedimento intactas, camada por camada, que contêm materiais arrastados pelo gelo em seus movimentos. Este método evita a contaminação e preserva a sequência temporal para sua análise em laboratório.

O gelo antártico já tinha suas épocas de dieta e atracões há milhões de anos 📜

Parece que a camada de gelo antártica leva ciclos de afinamentos e recuperações maciças desde muito antes de que existissem os humanos para se preocuparem com isso. Esses sedimentos são como o diário de bordo de um gigante glacial com pouca constância. Agora, os cientistas decifram esse diário para saber se, desta vez, nosso empurrão climático fará com que ele perca peso para sempre, sem opção a um novo atracão de gelo.