O filme francês Arco, dirigido por Ugo Bienvenu, leva o espectador a uma viagem inesperada. Um menino que busca dinossauros acaba em um futuro distópico de coexistência robótica e crise ambiental. Além da aventura, o filme levanta questões sobre a realidade e nossa percepção dela. Bienvenu construiu este projeto pessoal a partir de uma abordagem colaborativa em seu estúdio Remembers.
Um ecossistema sólido: a base técnica e formativa do cinema de animação francês 🏛️
O diretor destaca a estrutura que torna possível filmes como Arco. Na França, o apoio do Centro Nacional de Cinema (CNC) e a formação em escolas como Gobelins criam um circuito que retém talentos. Isso permite desenvolver uma identidade visual própria. Neste caso, Bienvenu reuniu ex-alunos, priorizando um ambiente de trabalho onde a admiração mútua e a colaboração fossem o motor do processo criativo e técnico.
Viagens no tempo: a forma definitiva de evitar as tarefas de história ⏳
A premissa de Arco revela uma verdade universal: se um menino com uma máquina do tempo pode evitar estudar a extinção dos dinossauros, ele o fará. Claro que, em vez de uma prova, ele se depara com um apocalipse climático e robôs filosóficos. Talvez a mensagem seja que, viagens ao passado ou ao futuro, sempre haverá uma lição pendente. Pelo menos esta vem com um design de produção interessante.