A fechadura de uma porta é uma testemunha muda que registra cada tentativa de acesso. Os arranhões em sua superfície, longe de serem danos colaterais, formam um registro físico de força, ferramenta e técnica. No pipeline forense 3D, esse microrrelevo se torna um plano de evidência que permite reconstruir a mecânica do arrombamento e diferenciar um acidente de uma intrusão deliberada.
Fotogrametria e luz estruturada para a microanálise 🔍
O processo técnico começa com a captura de alta resolução por meio de fotogrametria de aproximação, combinada com escaneamento por luz estruturada para resolver sulcos de menos de 50 mícrons. O software de alinhamento gera uma malha densa que é comparada contra um modelo CAD de referência da fechadura original. Os algoritmos de diferença de superfície isolam as marcas, calculando sua profundidade, vetor de direção e ângulo de incidência. Essa análise quantitativa permite classificar os arranhões por tipo de ferramenta (chave de micha, furadeira, chave-mestra) e estimar a sequência de tentativas no cilindro.
O CSI da porta: quando seu tambor precisa de perícia 🚪
Depois de horas escaneando o tambor, descobre-se que a maioria dos arranhões não foi feita por um ladrão, mas pelo dono com sua chave copiada na banca da esquina. O pipeline forense é tão preciso que consegue distinguir entre um arrombamento profissional e a falta de jeito de quem tenta abrir com a chave do carro. No final, o relatório técnico conclui: a fechadura não foi forçada, apenas maltratada pelo proprietário. Da próxima vez, peça cópia em uma chaveiro de verdade.