A série escrita por Mark Waid e desenhada por Dan Mora retornou em janeiro de 2025 com um foco que prioriza a aventura autônoma em vez dos eventos cruzados. Após anos de espera, os leitores encontram histórias autocontidas que exploram o vasto universo DC com personagens secundários e conflitos diretos. Esse retorno aposta na essência narrativa, deixando para trás a dependência de sagas interconectadas que marcaram outras fases recentes.
O desenho de Dan Mora e a narrativa de Waid sustentam o ritmo 🎨
Mora exibe um traço limpo e dinâmico que favorece a ação sem sacrificar a expressividade facial. Waid, por sua vez, estrutura roteiros que apresentam um conflito, o desenvolvem e o encerram em uma edição, algo que agiliza a leitura e permite pular entre edições sem perder o contexto. A paleta de cores e o design dos quadros mantêm uma coerência visual que lembra a animação original, embora com um acabamento mais polido. O equilíbrio entre diálogos e sequências mudas demonstra ofício, mas a série ainda não entregou um arco que exija releitura ou que gere um impacto comparável às grandes histórias do selo.
A Liga continua esperando sua grande saga para se gabar nas reuniões ⏳
Por enquanto, a Liga se contenta em derrotar vilões da semana e salvar cidades sem que ninguém reclame da falta de épica. Mas os fãs já começam a olhar o relógio: não é a mesma coisa contar uma boa anedota no bar do que chegar com uma história de dez edições que deixe todos calados. Enquanto isso, Superman, Batman e companhia parecem estar em modo piloto automático, esperando que alguém os avise quando houver um apocalipse de verdade. A série vai bem, mas se não chegar logo um evento memorável, as conversas de corredor continuarão girando em torno daquela vez em que Darkseid invadiu tudo.